segunda-feira, 2 de abril de 2007

Remar, remar

Mares convulsos,
ressacas estranhas
Cruzam-te a alma
de verde escuro

As ondas que te empurram
As vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas

Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Nada me diz

Berras às bestas
Que te sufocam
Em braços viscosos
Cheios de pavor

Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor

Remar remar
Forçar a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente

2 comentários:

Anónimo disse...

E para quando um tributo???

joao disse...

um dia destes... à tardinha...